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O que é codependência?

Dependência Química. Antes de entender a codependência vamos definir o que é dependência química. A definição de dependência química é “ser dependente psicológica e/ou fisicamente de álcool ou outras drogas”, existem outros tipos de dependências como aquelas ligadas a compulsão por comida, jogos, sexo, masturbação, celulares e aparelhos tecnológicos. Codependência e suas definições. O codependente pode ser compreendido como alguém que é uma companhia ou se apresenta simultaneamente ao dependente.  Robert Subby definiu codependência como uma condição emocional, psicológica e comportamental que se desenvolve como resultado da exposição prolongada de um indivíduo a - e a pratica de - um conjunto de regras opressivas que evitam a manifestação aberta de sentimentos e a discussão direta de problemas pessoas e entre pessoas. Earnie Larsen definiu como aqueles comportamentos aprendidos e derrotistas ou defeitos de caráter que resultam numa reduzida capacidade de iniciar ou participar d...

Vício, Adicção, Doença ou Transtorno Mental?

Normalmente não pensamos na distinção entre o que é vício, adicção e transtorno de dependência química, mas existe uma enorme diferença entre essas palavras e no sentido de uma busca para entender o que acontece com a pessoa. 1 - VÍCIO O termo vício tem uma raiz na filosofia no estudo da moral e dos costumes. Significa ter suas condutas e costumes ligados aos valores morais e fazer aquilo que é certo por lei. Pessoas morais e alinhadas aos valores morais são chamadas de virtuosas.  Ao contrário são aquelas que estão em desacordo aos valores morais e praticam o que é errado por lei, são chamadas de viciadas. Essas tem um costume imoral e avesso ao que a sociedade aceita. Entender que uma pessoa é viciada estava ligado aos problemas que ela causava a sociedade. Este olhar do abuso de drogas e álcool era muito limitante e por isso os cientistas deixaram de usar a palavra vício, e passaram a observar um conjunto de atitudes e comportamentos como sinais de uma síndrome. 2 ...

"Na minha família Não!"

  Geralmente o consumo de drogas tem início na adolescência quando este não se sente tão adaptado e agrupado a sua família de origem e começa a participar de novos grupos com quem se identifique ou queira se identificar. Então, passa a desejar uma posição de prestígio e importância. Existem casos em que o consumo pode ocorrer antes da adolescência, ou depois, já na fase adulta. Mas em geral o consumo frequente é facilitado pela incapacidade em lidar com as crises (com a família, trabalho, relacionamento amoroso ou consigo), descobrindo nas drogas uma rápida saída do sofrimento. Diante dos problemas ligados ao abuso de drogas na família, muitas reagem como algo inesperado, como um acidente que torna o usuário alguém diferente da família. Acabam focando na droga e nos problemas relacionados e se esquecem do sujeito. Preconceito: As famílias apresentam, também, dificuldades em lidar com a dependência química e se colocam fora do problema. Na verdade, se alguém se acidenta ...

Deprimido ou Frustrado? Você sabe qual é a diferença?

Você sabe qual a diferença entre estar deprimido ou triste? Hoje em dia é comum em consultório ou reuniões de equipe ouvir comentários do tipo "As coisas não deram certo e tô deprimida" ou então "depois do acidente o fulano ficou deprimido, você poderia atendê-lo?". As pessoas estão acostumadas a chamar de depressão qualquer situações emocional triste.  Ou seja, a palavra depressão está um conceito banalizado e acaba se tornando uma sentença limitante do estilo vida. Não é responsabilidade do consultante avaliar seus sintomas e sinais para discernir seu estado mental isso é tarefa do profissional de saúde, a pessoa pode simplesmente se queixar de "depressão" por uma unha encravada e isso deve ser respeitado por ser a sua vivência particular, que deve ser analisada. O problema é existir uma confusão de palavras (conceitos) que possam ferir ou limitar a vida, e essa confusão está presente no cotidiano. E um outro problema ainda maior é que existam pseudo pro...

Ficar sem dormir aumenta ansiedade.

Recente pesquisa aponta que a falta de sono pode elevar o nível de expectativa em relação a eventos emocionais, nível este relacionado à ansiedade extrema.  Os pesquisadores apontam que dois fatores comuns relacionados a distúrbios de ansiedade são a falta de sono e o aumento de reações emocionais; O estudo pontua que tais aspectos não são independentes, mas sim que interagem entre si. Emoções a flor da pele. Foram estudados na pesquisa ressonâncias magnéticas de 18 adultos em duas sessões, uma após uma noite de sono normal e outra após estarem privados de dormir; Durante as duas sessões os participantes foram expostos a tarefas emocionais, que envolviam a antecipação de possíveis experiências negativas (como uma imagem desconfortante) ou de experiências benignas (como uma imagem neutra). As ressonâncias demonstraram que quando privados do sono, os participantes aumentaram significativamente a atividade cerebral relacionada à expectativa em determinadas áreas e centros neurais, sen...

De sua bisa-avó para Você: Como os vícios chegam através das gerações.

  Como muitas mulheres com pais do geração Machões, Susana cresceu em uma casa cheia de fumaça de cigarro. Tanto o pai e quanto a mãe fumavam muito, mesmo quando Susana ainda estava no ventre de sua mãe. "Isso explica muita coisa", ela brinca, zombando de si mesma. Mas ela não está preocupada com a sua própria saúde. Ela está bem. Seus filhos não, no entanto. Um menino morreu de câncer quando pequeno. Outro tem autismo. E sua filha tem transtorno de déficit de atenção. Susana sabe que a evidência científica ainda não chegou, mas ela ainda não pode deixar de se perguntar se seu destino poderia ter sido afetado por sua exposição ao fumo do tabaco antes de ela nascer.    Herdando de vícios e virtudes. Um pesquisador da Universidade de Duke, estuda a relação entre a dieta da mãe e exposições a substâncias químicas durante a gravidez com a saúde depois da criança. Agora, estudos com animais e um punhado de dados em seres humanos sugerem que tais efeitos pré-natal poderia chega...

AUTOCONCEITO (II parte)

O construto autoconceito difere dos construtos de auto-imagem, auto-eficácia e auto-estima, que comumente são confundidos. A auto-imagem é uma visão que se constrói ao longo do ciclo vital, sendo a percepção que uma pessoa tem de si mesma, e na medida que a pessoa se desenvolve, a auto-imagem também é desenvolvida gradativamente, possibilitando acréscimos e retoques que reorganizarão a forma particular de perceber a si próprio e o mundo. A auto-eficácia é definida como uma crença, uma percepção, ou expectativa envolvendo o julgamento sobre a capacidade de desempenhar (ou não) com eficácia uma dada tarefa, que se revela de alto poder explanatório de sucesso e fracassos naquelas condições adversas. Portanto, é uma variável psicológica distinta e que vai além dos próprios conhecimentos específicos, com grande influencia no comportamento. As técnicas de mensuração de auto-eficácia devem preferencialmente focalizar situações bem especificadas, dado que é em relação a elas que a pessoa se ju...