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AUTOCONCEITO (II parte)

O construto autoconceito difere dos construtos de auto-imagem, auto-eficácia e auto-estima, que comumente são confundidos. A auto-imagem é uma visão que se constrói ao longo do ciclo vital, sendo a percepção que uma pessoa tem de si mesma, e na medida que a pessoa se desenvolve, a auto-imagem também é desenvolvida gradativamente, possibilitando acréscimos e retoques que reorganizarão a forma particular de perceber a si próprio e o mundo. A auto-eficácia é definida como uma crença, uma percepção, ou expectativa envolvendo o julgamento sobre a capacidade de desempenhar (ou não) com eficácia uma dada tarefa, que se revela de alto poder explanatório de sucesso e fracassos naquelas condições adversas. Portanto, é uma variável psicológica distinta e que vai além dos próprios conhecimentos específicos, com grande influencia no comportamento. As técnicas de mensuração de auto-eficácia devem preferencialmente focalizar situações bem especificadas, dado que é em relação a elas que a pessoa se julga ou não capaz.

A auto-estima é uma parte do EU que avalia de forma valorativa, expressando atitudes de aprovação ou desaprovação para consigo, os julgamentos são baseados em marcos de referenciais construídos ao longo do desenvolvimento, principalmente na infância, pelas opiniões relevantes, e, de pessoas que sejam relevantes.

A auto-estima é a parte afetiva do eu, constituindo os sentimentos e valores sobre este. Ela apresenta-se como pólo afetivo do eu, enquanto o pólo cognitivo do eu é o autoconceito, que é a organização hierárquica das idéias desenvolvidas através do feedback social, e das capacidades de representação simbólica.

Autor - Luis Eduardo

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