Ao longo dos anos em meus atendimentos verifiquei que a arte proporciona um espaço que está além da linguagem racional e verbal. Os desenhos, por exemplo, inicialmente eu utilizava como ferramenta de consultas com crianças e depois acabou se mostrando um canal poderoso para manifestações de certos conteúdos inconscientes em atendimento com adultos. No entanto, aprendi que não apenas um material para psicodiagnóstico, os símbolos expressos tinham um efeito curativo nos pacientes. Eles comunicavam o não dito, apontando para aspectos da vida ainda não refletidos de forma consciente. Certa vez, enquanto um aluno de uma oficina de pintura estava fazendo seu primeiro quadro, ele de repente parou, como se catatonico, e começou a chorar. Sua pintura era abstrata e com elementos geométricos, mas por algum momento desconhecido ele sentiu vontade de chorar copiosamente. Depois de alguns dias relatou que ao tentar entender seu choro percebeu que havia lembrado de sua mãe e toda...
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