Pular para o conteúdo principal

AUTOCONCEITO (I parte)

Diversos autores ressaltam que o autoconceito é primeiramente e principalmente uma organização na percepção de si mesmo. Um conjunto de crenças que norteiam a conduta dos indivíduos, permitindo que assumam novos papéis em suas vidas. A maneira como o individuo vê o mundo e a si mesmo tem sido atualmente uma das maneiras mais utilizadas para avaliar a personalidade. O interesse centra-se na extensão da auto-aceitação demonstrada pelo indivíduo.

Este construto é multidimensional e organizado hierarquicamente em suas dimensões, sofrendo uma diversidade de influências na sua origem, estruturação, reestruturação, desenvolvimento e na sua modificação. Essas dimensões podem ser entendidas como vários “eus” que se desenvolvem divididas por diferenças determinadas pelo contexto no qual o individuo se insere.

O autoconceito pessoal constitui-se a partir das informações vindas de pessoas significativas, experiências emocionalmente adequadas de suporte estabelecerá conceitos amorosos e adequados de si. As experiências de rejeição tendem a formar padrões de eu desvalorizados. O autoconceito físico define-se como a valorização atribuída pela pessoa a sua performance e aparência física. O autoconceito escolar é definido como as representações que a pessoa em seu papel de aluno tem de suas capacidades e realizações escolares, e de suas avaliações sobre as mesmas. O autoconceito que se destaca como fator de extrema relevância é o familiar, na medida que é na interação com seus pais e familiares que o individuo, no inicio de sua vida, se dá conta do que é, e será, esperado dela. O autoconceito referente ao quanto outras pessoas o admiram, a sua percepção de aceitação social é o autoconceito social.

Há ainda a proposta de um autoconceito no trabalho, seria “a percepção que o indivíduo tem de si mesmo em relação às tarefas que executa”, nesse autoconceito estariam presentes às formas como a pessoa se percebe no papel de trabalhador “diante da organização onde trabalha e dos outros significativos na situação de trabalho (chefia, colegas, clientes)”.

Autor: Luis Eduardo

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Um livro sobre o usuários de drogas: O rei bebê

  Revelado com detalhes as características da personalidade de um adulto infantil . É, por isso, que o nome deste livro é "Rei Bebê". Deixando claro como alguns adultos ainda permanecem infantis na sua forma de lidar com compromissos, pessoas, família e outras situações. Este livro ajuda a entender melhor os traços do "Rei Bebê" e caso você se identifique com essas características, o livro ensina como você pode ajudar a si mesmo.   Para baixar o livro feche os banners e aguarde aparecer o PDF Os Reis Bebês partilham uma grande variedade de traços de personalidade. Nenhum de nós possui todos estes traços, mas descobriremos provavelmente muitos que nos descrevem. Os Reis Bebês podem apresentar as seguintes características: Ficam muitas vazes irritados com as pessoas que representam autoridade ou com receio delas, e tentam colocá-las umas contra as outras de modo a conseguirem o que pretendem. Procuram aprovação e frequentemente perdem a sua própria identidade no d...

Sobre ser zeloso e seus excessos

No cotidiano, é natural estarmos ocupados com alguma tarefa. Também é normal o envolvimento com tarefas em grupo, onde precisamos lidar com pontos de vista diferentes dos nossos. Um problema que existe no ato de compreender o outro é a incapacidade de deixar, por alguns minutos, o apego às próprias opiniões. Aferrar-se ao ponto de vista. Aferrar-se significa estar apegado, preso com ferro, a algo ou alguém. Neste caso, podemos estar incapacitados para ouvir opiniões diferentes. Aqui, a questão é estarmos tão presos às nossas crenças que não conseguimos compreender o ponto de vista de outra pessoa. Estarmos tão zelosos de nossa crença que rejeitamos qualquer experiência que não esteja de acordo. Há uma história milenar sobre uma casa que foi construída com palha e, em um momento de sua existência, passou pelo fogo e dela não sobrou nada. Nessa ilustração as crenças são comparadas a palha e as experiências da vida ao fogo. A palha é um material frágil e facilmente inflamável. Isso quer d...

O sentido simbólico do zelo

Estamos habituados a entender uma atitude zelosa como sinônimo de maior atenção no cuidado voluntário de algo ou alguém; por isso, logo associamos o zelo a questões familiares ou religiosas. É com muita dificuldade que identificamos o zelo em outras situações, como no trabalho e na educação. Porém, o zelo tem se tornado comum em uma sociedade que confunde excesso com sucesso e sucesso com felicidade. A palavra “zelo”, em nosso idioma, tem uma origem histórica na Grécia e está presente na mitologia, personificada pelo deus Zelos (ou Zelus). Nessa história, esse deus, junto com seus irmãos, lutou ao lado de Zeus (o rei dos deuses) em uma importante guerra contra os Titãs (seres que representavam as forças da natureza), a Titanomaquia. Na mitologia grega, a grande guerra dos deuses contra os Titãs é um símbolo da luta pela ordem cósmica e por valores superiores, refletindo a ideia de uma vitória da humanidade civilizada sobre as forças primitivas e caóticas da natureza. Zelos representa a...